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'A personagem ficou muito maior do que eu': Suzana Alves abre o jogo sobre o lado sombrio da Tiazinha e mágoa com Huck
Ex-símbolo sexual dos anos 90 desabafa sobre perda de autonomia na carreira, falsas amizades e decepção nos bastidores do Programa H
Um dos maiores fenômenos da televisão brasileira nos anos 1990, Suzana Alves soltou o verbo ao relembrar os impactos de viver a Tiazinha, personagem que a transformou em símbolo sexual e marcou uma geração. Em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!, a atriz desabafou sobre o preço alto da fama e contou que, com o tempo, acabou perdendo totalmente o controle e a autonomia sobre a própria carreira.
"Eu não tinha mais voz nem opinião e não me conhecia porque eu era muito nova. A personagem ficou muito maior do que eu", disparou. "Passei a ser chamada por um nome que não era o meu, um apelido, e a ser reconhecida por um estereótipo, um produto que não era eu".
A atriz ganhou projeção nacional como Tiazinha no Programa H, da Band, sob o comando de Luciano Huck. Segundo ela, no começo era só diversão, mas a fama trouxe consequências inesperadas e atraiu muita gente mal-intencionada por perto.
"Percebi que não tinha amigos de verdade, que era tudo interesse. Percebi que as pessoas mentiam, eram gananciosas e que eu estava sendo usada. Assinei muitos contratos em que confiei", desabafou a atriz.
Na entrevista, Suzana também reviveu a época em que dividia os holofotes com a Feiticeira, interpretada por Joana Prado. Ela lembrou o baque ao saber da entrada da colega e revelou ter se sentido traída pela forma como a produção conduziu tudo.
"Me chamaram no camarim cinco minutos antes dela entrar no programa ao vivo. Só lembro que fiquei triste, fui chorar. Chorei só porque me senti traída. Nada a ver com a Joana, mas com a direção e com o Luciano", recordou.
Apesar da mágoa com a direção, a eterna Tiazinha fez questão de descartar qualquer rivalidade com Joana Prado. Para ela, essa história de disputa foi só conversa alimentada pela imprensa da época, garantindo que, embora não fossem próximas, nunca saíram no tapa.