Polícia
A conta não bate! Todas as bombas de posto em Araçatuba são lacradas por fraude
Fiscalização do Ipem-SP e da DIG descobriu que o motorista pagava por 20 litros, mas levava apenas 18,4 litros para casa; prejuízo era de 8%
Araçatuba - O motorista de Araçatuba já anda com o bolso apertado, e agora mais essa: todas as bombas de combustíveis de um posto localizado na Avenida José Ferreira Batista, bem ali no bairro Dona Amélia, foram lacradas na manhã desta quinta-feira (2). O motivo? Uma baita sacanagem com o consumidor.
Uma ação de fiscalização em conjunto entre o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) passou o pente fino no estabelecimento e constatou fraude generalizada.
A reportagem acompanhou de perto parte da operação, que terminou com a lavratura de auto de infração e com os fiscais passando o lacre em tudo.
O tamanho do prejuízo
Segundo a Polícia Civil, os testes feitos pelos fiscais do Ipem-SP mostraram que o esquema era bruto: a cada 20 litros registrados na bomba, aproximadamente 1,6 litro deixava de ser efetivamente entregue ao consumidor.
Como funcionava na prática: Você encostava o carro, pedia para abastecer e o visor da bomba rodava bonitinho, marcando 20 litros. Você pagava o valor cheio. Só que a medição técnica dos fiscais provou que apenas cerca de 18,4 litros entravam de verdade no tanque do seu veículo. Isso significa um prejuízo de aproximadamente 8% sobre o volume adquirido. Passar a perna no cliente assim é brincadeira, hein?
Posto aberto, mas sem vender
Como a malandragem foi confirmada em absolutamente todas as bombas, o Ipem-SP determinou a imediata lacração de todos os equipamentos de abastecimento.
Apesar de as bombas estarem interditadas, o posto em si não foi interditado administrativamente. O comércio continua de portas abertas, mas, obviamente, está impossibilitado de realizar o abastecimento de veículos até que arrume toda essa bagunça com os órgãos competentes.
Defesa em silêncio e investigação vindo aí
A bronca foi parar direto na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba, onde a ocorrência foi apresentada. Um advogado que representa o posto apareceu por lá durante a fiscalização, mas, ao ser procurado pela nossa reportagem, mandou avisar que a defesa não vai abrir a boca neste momento, alegando que a apuração ainda está no começo.
Agora, a Polícia Civil vai abrir um inquérito para apurar as circunstâncias da fraude. Os investigadores querem descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pelas irregularidades, há quanto tempo o golpe estava rodando e o tamanho do rombo deixado no bolso dos clientes.
Fique de olho no Pô News para acompanhar os próximos capítulos dessa operação!